quarta-feira, 30 de Julho de 2014

Conchiglioni de Verão # Summer conchiglioni





O meu estômago e coração têm uma fraqueza assumida por massas. Massas alimentícias, massas de pão, massas areadas, com destaque para as primeiras já que a receita desta vez inclui conchiglioni, estas conchas lindas, enormes, promessa de abundância de sabores reconfortantes de Verão. Uma tela em branco, uma base de sabor que colori e impregnei com as cores e aroma dos tomates maduros e dos pimentos verde e vermelho, um toque de azeitona preta, o perfume da segurelha (eu disse-vos que ultimamente ponho segurelha em muito do que se cozinha por aqui) e uns quantos raios de sol que libertam na brisa o que de melhor têm os ingredientes da estação. Sem segredos ou mistério esta é simplesmente uma saborosa receita caseira de inspiração mediterrânica, sem pretensões a algo mais. E isso por aqui é satisfação garantida.

Entretanto e embora já tenha passado algum tempo desde que estive em Trás os Montes, só agora tive tempo para editar e publicar aqui algumas imagens.
Foi uma viagem de trabalho que acabou por ser também de descoberta. Vi pela primeira vez o Douro Internacional do alto do miradouro de S. João das Arribas. Um Douro verde, de caudal estreito, a passar por entre arribas duras, de natureza agreste, pertencentes de um lado a Portugal e do outro a Espanha. Uma paisagem megalómana que reduz o corpo a um ponto perdido no universo mas que expande a alma para além do infinito. Vi muitos campos de castanheiros em flor e muitas flores nas varandas e jardins alheios. Descobri a Aldeia Nova em Miranda do Douro onde as placas nas ruas estão escritas primeiro em mirandês e depois em português, o preservar daquela que é a segunda língua oficial portuguesa. Olhei rostos bem portugueses, ora rosados e lisos, ora com rugas vincadas à força bruta do sol e do frio, todos eles cheios de beleza. Comi a genuína posta mirandesa, costeleta de vitela e javali, batatas a murro, vegetais de hortas particulares, compota caseira de cerejas da terra, bola de carne tenra e amanteigada e enchidos. Passei por olivais, carvalhos centenários e campos dourados de trigo e centeio. E por fim cheguei à aldeia de Montesinho. Subi à barragem da Serra serrada e no regresso sentei-me à mesa de um café da aldeia a ouvir histórias de quem agora vive da castanha e em alguns casos do turismo. Da destruição que os veados deixam de cada vez que baixam à aldeia para comer os castanheiros novos e no tempo delas também as castanhas, já para não falar das hortas. E dos receios da concorrência, próprios de quem vive numa aldeia pequena cada vez mais virada para o turismo. Fiquei num pequeno paraíso guardado entre muros velhos de granito e campos cheios de hortelã.
E ao voltar a casa, voltei cheia de muitas coisas que não ocupam lugar mas que me preenchem muito mais do que muito do que é visível a olho nu.

P.S. E agora uma novidade! Há algum tempo fui convidada a escrever para o Wall Street International (versão portuguesa) e o meu primeiro artigo foi publicado ontem :)



In English
My stomach and heart have an assumed weekness for all things dough. Pasta dough, bread dough, flaky dough, especially the first since the recipe this time includes conchiglioni, these beautiful, huge shells, promisse of abundance of comforting Summer flavors. A blank canvas, a base of flavor that I painted and impregnated with the colors and scent of ripe tomatoes and green and red peppers, a touch of black olive and some savory (I told you that lately I use savory in almost everything that is cooked around here) and a few sunbeams liberating in the breeze the best of these seasonal ingredients. Without secrets or mistery this is simply a mediterranean inspired, tasty, homemade recipe without pretensions of being something else. And around here that means satisfaction guaranteed.

In the meantime and although it´s been some time since my trip to Trás os Montes, only now I had the time to edit some photos to post here.
It was a work trip that turned out to be a discovery one as well. I saw for the first time the Internacional Douro in S. João das Arribas. A green Douro with a narrow stream, passing through harsh cliffs of ragged nature, belonging on one side to Portugal and on the other side to Spain. A megalomaniac landscape that reduces the body to a lost point in the universe but expands the soul beyond infinity. I saw many fields of flowering chestnut trees and many flowers on the balconies and gradens of strangers. Discovered Aldeia Nova in Miranda do Douro where the street signs are written first in mirandese and then in portuguese, the preserving of that that is the second official portuguese language. I looked at many truly portuguese faces, some pink and smooth and some with wrinkles made by the brute force of the sun and the cold, all of them filled with beauty. I ate the genuine posta mirandesa, veal chop and wild boar, roasted, punched potatoes with olive oil and garlic, vegetables from private kitchen gardens, homemade cherry compote, buttery and tender meat bola and smoked meats and chouriço. I went through olive groves and oaks with centuries of age and golden fields of wheat and rye. And then I finally reached the village of Montesinho. I hicked to the dam of Serra Serrada and when I returned I sat at a café table listening to the stories of those who now live almost exclusively from the chestnut groves and in some cases the tourism. Stories about the destruction that deer leave each time they descend to the village to eat the new chestnut trees and when in season the chestnuts too, not to mention the kitchen gardens. And the fear of competition in the people of a small village that lives more and more for and from the tourism. I stayed in a small paradise kept between old granite walls and fields covered with wild mint.
And upon returning home I found myself filled with many things that don´t occupy space but which fulfill me more than much of what is visible to the naked eye.

P.S. And now some news! Some time ago I was invited to write for Wall Street International (portuguese version) and my first article was published yesterday :)



















Ingredientes: 4 pessoas
400 g de massa conchiglioni
2 peitos de frango cortados em cubos
150 g de pimento vermelho cortado em tiras finas
150 g de pimento verde cortado em tiras finas
200 g de tomates chucha mini, cortados ao meio
1 colher de sopa de rodelas de jalapeños em conserva (opcional)
1 dente de alho picado
2 colheres de sopa de azeite
5 hastes de segurelha
2 dl de caldo de galinha de boa qualidade ou caseiro
1 colher de sopa bem cheia de polpa de tomate
1 colher de chá de pasta de azeitona preta
Sal a gosto
Pimenta preta a gosto
Folhas de salsa e de segurelha para decorar

Preparação:
*Num tacho grande aqueça o azeite, aloure os pedaços de frango até toda a carne ficar opaca e levemente dourada, cerca de 6 minutos, mexendo para virar.
*Junte os pimentos, os tomates, o alho picado e refogue durante 1 ou 2 minutos.
*Junte a pasta de azeitona, o caldo de galinha, a segurelha, os jalapenõs (se não gostar de picante descarte os jalapenõs) e a polpa de tomate, tempere com sal e pimenta preta a gosto e deixe cozinhar com o tacho destapado até o frango estar cozinhado, cerca de 10 a 15 minutos. Tire do lume e reserve.
*Entretanto coza a massa em bastante água a ferver temperada com sal, por cerca de 15 minutos, escorra e ponha dentro do tacho com o frango, leve de novo ao lume e misture bem, cozinha apenas por alguns minutos só para que a massa absorva o molho do frango.
*Sirva com folhas de salsa e de segurelha e azeitonas pretas.



Ingredients:
400g conchiglioni
2 chicken breasts cut into cubes
150g red pepper cut into thin stripes
150g green pepper cut into thin stripes
200g baby roma tomatoes
1 tbs pickled jalapenõs
1 clove of garlic, chopped
2 tbs olive oil
5 springs of savory
200 ml good quality chicken stock
1 tbs tomato passata
1 tsp black olive paste
Salt to taste
Freshly ground black pepper to taste
Parsley and savory leaves to serve

Preparation:
*Heat the olive oil in a large pan, cook the chicken cubes until all the meat becomes opaque and slightly golden, about 6 minutes, stirring to turn the meat.
*Stir in the peppers, tomatoes and garlic, cook for a couple of minutes.
*Add the black olive paste, the chicken stock, savory,  jalapenõs (don´t use them if you don´t like heat) and the tomato passata, season with salt and pepper and cook until the chicken is done, about 10 to 15 minutes.
Take out of the heat and keep for latter.
*In the meantime cook the pasta in plenty of boiling, salty water for about 15 minutes until al dente, drain and put the pasta inside the pan with the chicken, take to the heat and cook a bit just so the pasta absorbs the sauce.
*Eat with a few savory and parsley leaves and black olives.



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quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Mojitos de nectarina e segurelha # Nectarine and savory mojitos




Dizem-me que Agosto está aí, já ao virar da esquina. É mesmo? Esta coisa do tempo passar cada vez mais rápido vira-me do avesso. Mas no embalo deste Verão tímido tudo lá vai encaixando nos devidos lugares. O trabalho fotográfico tem sido uma constante, com a satisfação inerente a quem faz o que gosta  de paixão e o cansaço intrínseco de fazê-lo sem delegar uma parte que seja a terceiros. Para já ainda sigo em modo "One woman show", a resistir bravamente à tomada de decisão de procurar uma assistente, vamos ver até quando! E foi precisamente em trabalho que no início da semana passada percorri Trás os Montes durante três dias, a  fotografar para um projeto recém nascido que ainda vai levar meses até ser apresentado ao mundo. Mas cada coisa a seu tempo...

Muitas vezes perguntam-me o que é exatamente esta coisa de ser fotógrafa de comida e food stylist. Esta coisa que vai muito além do conhecimento técnico por trás de cada click. Que tem muito de trabalho físico, de sentido estético e mesmo de arte plástica. Quando respondo a reação é unânime e a pergunta sai pronta, disparada por entre ondas de espanto. "Cozinhar, estilizar e fotografar? E fazes isso tudo sozinha?..." Yep! E não nos esqueçamos dos prazos a cumprir,  das receitas a planear, das compras a fazer, das bagunças a arrumar.  Mas adoro cada pedacinho de trabalho árduo. E embora goste imenso de fotografar qualquer tipo de objeto, é a soma destes três ofícios que realmente me espicaça e dilata a imaginação. Também me perguntam muito se como tudo o que fotografo, mas isso é outra história :)

Entretanto e embora por vezes não pareça, o Verão está mesmo aqui e trabalhar entre casa e o estúdio com um jardim pelo meio,  tende a pedir fins de tarde com um copo de algo refrescante na mão e se possível com um coice de algo mais forte, digamos alcoól. Esta é a história básica destes mojitos. Juntou-se a fruta do momento cá em casa - nectarina - com segurelha do jardim (parece-me que por estes dias ponho segurelha em quase tudo o que se cozinha por aqui) lima e rum branco, um pouco de açúcar e muito gelo e foi só começar a abrandar o ritmo, por momentos fiz-me senhora do tempo e deixei-me ficar assim...
Até que tudo começou de novo.



In English
They tell me that August is right there, just around the corner. Really? This thing of time going by faster and faster turns me inside out. But on the swing of this shy Summer, everything ends up fitting into place. The photographic work has been a constant with the inherent satisfaction in who does what one likes with passion and the intrinsic tiredness of doing it without delegating a part of any kind to third parties. For now I´m still in "one woman show" mode, bravely resisting the decision making of looking for an assistant, let´s see for how long! And it was precisely work that led me to Trás os Montes for three days last week, to shoot for a new born project that will still take months to be presented to the world. But everything at it´s due time...

People often ask me what is this thing of being a food photographer and food stylist. This thing that goes far beyond the technical knowledge behind every click. That has a lot of physical work, aesthetic sence and even of plastic arts. When I answer the reaction is unanimous and the question is out ready and quick, shot through waves of astonishment. "Cooking, styling and photographing? And you do it all by yourself?" Yep! And let us not forget the deadlines to meet, the recipes to choose, the shopping to do, the mess to clean up. But I enjoy every bit of hard work. And although I love to shoot any type of object, is the sum of these three crafts that really goad me and dilates my imagination. People also ask me a lot if I eat everything I photograph, but that´s another story :)

However and although sometimes it doesn´t look like so, Summer is really here and working between home and the studio with a garden in the middle, tends to ask for late afternoons with a glass of something refreshing in hand, if possible with a kick of something stronger, like alchool. This is the basic story of these mojitos. Joined the fruit of the moment here at home - nectarines - with savory from the garden (It looks like I put savory in almost everything I cook these days) lime and white rum, a little bit of sugar, and lots of ice and then I just started to unwind, I made myself the owner of the time and let me be so...
Until it all started once again.








Ingredientes: 3 mojitos
300 g de nectarina sem casca ou caroço, cortada em pedaços
1 dl de água
3 gomos de lima cortados ao meio
3 dl de rum branco
3 colheres de sopa de açúcar (ou a gosto)
36 folhinhas de segurelha
Gelo (picado ou em cubos)

Preparação: 
*Coloque as 300 g de nectarina e 1 dl de água num liquidificador e triture até obter uma polpa.
*Em cada copo coloque 1 gomo de lima cortado ao meio, 1 colher de sopa de açúcar (ou mais se preferir) e 12 folhas de segurelha, esmague estes ingredientes em conjunto até a lima libertar o sumo e a fragrância da casca e a segurelha libertar o seu sabor, eu uso o pistilo do meu almofariz. Não coe a misture, deixe como está.
*Junte depois 1,2 dl de polpa de nectarina, 1 dl de rum, mexa e complete com gelo até cima.
* Beba, numa tarde ou noite quente de Verão :)



Ingredients: makes 3 mojitos
300 g of nectarine peeled and cut into pieces
100 ml water
3 quarters of a lime cut in half
100 ml white rum
3 tbs caster sugar
36 savory leaves
Crushed ice, or ice cubes

Preparation:
*Put the pieces of nectarine and the 100 ml of water inside a blender and blitz into a pulp.
*In each glass put 1 slice of lime cut in half, 12 savory leaves and 1 tbs of sugar (more if you prefer), crush these ingredients together until the lime releases its juices and the fragrance of the peel and the savory releases its flavor, I use a pestel for this.
*Add 120 ml of nectarine pulp, 100 ml of white rum, mix and complete with ice to the top.
*Drink, on a hot Summer night or afternoon :)









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segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Salada de grão com pesto de nozes e hortelã # Chickpea salad with walnuts and mint pesto





A certa altura, há algum tempo, algo se rompeu entre mim e o meu pedaço de terra à beira mar plantado. Estes escassos metros quadrados de terra que num certo ano mítico geraram, para além de qualquer expectativa,  trinta e duas belas abóboras. As razões foram muitas, todas minhas, pessoais e intransmissiveis. Trabalhos intensos, projetos emocionantes que deram os primeiros passos para a materialização. Tudo coisas boas, eu sei...  Não o premeditei assim mas a verdade é que a certa altura eu deixei de ouvir a linguagem muda da terra. Afastei-me da frescura e do perfume das ervas, ensurdeci para o canto matinal dos pássaros e o zumbir alegre das abelhas. Deixei de fazer planos paisagisticos, sementeiras e plantios e sem amuar com a minha rejeição, a natureza sábia, seguiu o seu caminho mas sem desistir de mim, com a certeza de que a constância não é uma constante da vida. E então aos poucos algo se foi transformando.  Lufadas de ar fresco, flashes de luz e reflexos de cor levaram-me de volta a um dos meus universos particulares mais estimados e eu voltei a querer mergulhar as mãos na terra macia e a sentir os pés a quererem levantar-me do chão só de sentir na brisa o perfume do jasmim e da hortelã.
Por estes dias o meu jardim é uma alegre mistura de muitas cores e de muitos cheiros. Ervas aromáticas, ervas medicinais, rosas e outras flores e é a minha mais imediata fonte de inspiração, e não tenho como ignorá-lo, a mesma inspiração que deu origem a este pesto fresco e aromático, que me fez apetecer uma salada de grão com uma boa pitada de verde.



In English
At one point some time ago, something broke between me and my piece of land planted by the sea. These few square meters of land that in a certain mythic year generated, beyond any expectation, thirty two beautiful pumpkins. The reasons were many, all mine, personal and not transferable. Intense works, exciting projects that took the first steps to materialization. All good things, I know... I did not  premeditated it but the truth is that at some point I stopped listening to the mute language of the earth. I turned away from the freshness and perfume of the herbs, I became deaf to the early morning singing of the birds and the cheerful hum of the bees. I stopped making landscaped plans, sowings and plantings and without sulking with my rejection, wise nature went on it´s way but without giving up on me, knowing with certainty that constancy is not a constant of life. Then, gradually, a transformation occurred. Gusts of fresh air, light flashes and color reflections took me back to one of my most cherished privat universes and once more I felt the need to plunge my hands in the soft land and to feel my feet wanting to lift me up in the air everytime I felt the fragrance of  the jasmine and the mint in the brise.
These days my garden is a joyful blend of many colors and many scents. Aromatic and medicinal herbs, roses and other flowers and is my most immediate source of inspiration, the same inspiration that led me to this fresh and aromatic pesto, that made me crave for a chcikpea salad with a good dash of green.









Ingredientes: 4 pessoas
500 g de grão seco previamente demolhado (pode usar de lata se preferir)
2 pepinos médios cortados em fatias longitudinais, finas
Folhas de espinafre frescas a gosto
Azeitonas verdes descaroçadas a gosto
Nozes
Pesto de nozes e hortelã:
60 g de folhas de hortelã
60 g de nozes partidas em pedaços pequenos
2 dentes de alho
100 ml de azeite de boa qualidade
50 g de queijo parmesão ralado na hora

Preparação:
*Coza o grão de bico até ficar al dente, ou seja cozido mas sem se desfazer, cerca de 45 minutos, dependendo da qualidade do grão, convém vigiar e junte sal apenas no final da cozedura para os grãos não endurecerem.
*Deixe o grão arrefecer até ficar à temperatura ambiente.
*Faça o pesto pisando as nozes com os alhos e a hortelã num almofariz, pode fazê-lo num triturador mas o sabor é melhor quando feito num almofariz , vá juntando o azeite aos poucos até obter uma pasta verde, junte por fim o parmesão e misture bem.
*Envolva o grão no pesto, use a quantidade que achar conveniente. Junte por fim o pepino, as folhas de espinafres e as azeitonas e mexa. Junte mais pesto se achar necessário.
*Sirva à temperatura ambiente, com algumas nozes e pequenas folhas de hortelã.


Ingredients: serves 4
500 g dried chickpeas previously soaked in cold water (you can use canned chickpeas, although the flavor is not the same)
2 medium cucumbers cut into thin stripes
Spinach leaves to taste
Green olives pitted to taste
Walnuts
Walnuts and mint pesto:
60 g walnuts cut into small pieces
60 g fresh mint leaves
2 garlic cloves
100 ml good quality olive oil
50 g of freshly grated parmesan


Preparation:
*Cook the chickpeas until al dente, which means tender but not mushy, about 45 minutes depending on the quality of the chickpeas, keep a close watch and season with salt only at the end of the cooking so the pulses remain soft.
*Drain and let the chickpeas cool to room temperature.
*Using a pestel and mortar make a paste with the walnuts, mint leaves and garlic, add the olive oil and mix, finally stir in the parmesan.
*Mix the cooked chickpeas with some of the pesto, add the cucumbers, spinach leaves and olives, add more pesto if you think it needs it.
*Serve at room temperature, with some walnuts and small mint leaves and a drizzle of olive oil.





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