quinta-feira, 14 de abril de 2016

Crumble de amoras, rosas e amêndoa # Blackberry, roses and almond crumble





Lembro-me do último dia de 2015. Do frio cortante a varrer as terras dos arredores de Castro Laboreiro. Dos minutos que antecederam a meia noite e da resolução que tomei de não ter resoluções para 2016.  Do bem que me soube a liberdade e o desapego de não querer nada. De não esperar nada. O que viesse seria. 

A primeira manhã de 2016 nasceu como tantas outras antes dela. O céu ainda estava sobre as nossas cabeças, o que é sempre um bom sinal :) . A terra continuou a girar... no entanto e sem que na altura o pudessemos imaginar, no espaço de menos de três meses, vendemos a nossa antiga casa em circunstâncias extraordinarias e mudamos para uma nova - onde finalmente tenho o estúdio como um prolongamento da cozinha - para logo a seguir eu viajar para o outro lado do atlântico para trabalhar num projeto aliciante. Um turbilhão de acontecimentos que nos tomou de assalto com tudo o que implicaram: Expectiva, emoção, alegria, cansaço, desgaste, saudades, muitas saudades e mais do que tudo gratidão, uma imensa gratidão pela infindável generosidade da vida e pelo que ainda está para vir.

Agora que já estamos em Abril e que a Primavera deu início a um novo ciclo eu quero mais do que nunca a leveza das horas. E aquelas receitas simples às quais volto sempre nestes dias ainda frios e chuvosos como é o caso dos crumbles, ainda mornos, crocantes e tão frutados, coroados com colheradas espessas e macias de creme fraiche. Simples e ainda assim tão bom!
Para este crumble de amoras aproveitei parte das amoras que apanhamos durante o Verão que macerei em água de rosas antes de envolvê-las em açúcar amarelo e amido de milho e cobri-las com um crumble delicioso de amêndoa. É surpreendente a mistura das amoras com as rosas. Os perfumes de cada uma têm notas em comum que se complementam e casam na perfeição neste crumble exótico e aromático.




In English
I remember the last day of 2015. The cutting cold sweeping the surrounding lands of Castro Laboreiro. The minutes leading up to midnight and the resolution I made to have no resolutions for 2016. Of the good it felt the freedom and detachment of not wanting nothing. Of not expecting nothing. What would come would be.
The first morning of 2016 was born like so many others before it. The sky was still over our heads, which is always a good sign :)  The Earth continued to rotate... however and without us even imagining it, less than three months later we sold our old house under extraordinary circumstances and moved to a new one - where I finally have the studio as an extension of the kitchen -  and before I new I was travelling to the other side of the Atlantic to work on an exciting project. A whirlwind of events that took us by storm with everything that it usually involves: Expectations, emotion, joy, tiredness, wear, missing my family a lot and most of all gratitude, an immense gratitude for the endless generosity of life and for what is still to come.

Now that we already are in April and that Spring started a new cycle, I want more than ever the lightness of the hours. And those simple recipes to which I always return in these still cold, rainy days such as crumbles, still warm, crispy and so fruity, crowned with spoonfuls of thick and soft creme fraiche. Simple and yet so good!
To make this crumble I used the blackberries we picked during Summer that I macerated in rose water before folding them into light brown sugar and corn starch and cover them with a delicious almond crumble. It´s amazing the mixture of blackberries and roses. The perfumes of each have notes in common that complement each other and marry to perfection in this exotic and aromatic crumble.











Ingredientes:
900g de amoras
100 g de açúcar amarelo
1 colher de sopa bem cheia de Maizena (amido de milho)
200 ml de água de rosas
Para o crumble:
100 g de amêndoa moída
100 g de farinha de trigo
100 g de açúcar amarelo
100 g de manteiga sem sal bem fria e cortada em cubos
Pitada de sal
Para polvilhar:
Açúcar dourado (opcional)

Preparação:
*Regue as amoras com a água de rosas e deixe assim por 1 hora a macerar.
*Pré aqueça o forno a 190º, marca 5 do fogão a gás.
*Côe as amoras e misture-as com o açúcar e a Maizena, até tudo ficar bem ligado.
*Verta as amoras numa caçarola de forno e faça o crumble.
*Numa taça coloque a farinha, a amêndoa, o açúcar, a manteiga e o sal. Esfarele tudo com as pontas dos dedos de modo a que fique com uma mistura que lembra migalhas grossas.
*Cubra as amoras com  o crumble e salpique com açúcar dourado.
*Leve ao forno por 35 minutos até que fique dourado e que a fruta comece a borbulhar. Se começar a ganhar cor rapidamente cubra com papel de alumínio.
*Tire do forno, deixe arrefecer um pouco e sirva com creme fraiche.




Ingredients:
900 g blackberries
100 g light brown sugar
1 full tbsp of corn starch
200 ml rose water
For the crumble:
100 g ground almonds
100 g wheat flour
100 g light brown sugar
100 g cold unsalted butter, diced
Pinch of salt
Golden sugar (optional)

Preparation:
*Pour the rose water over the blackberries and let them macerate for 1 hour.
*Preheat the oven to 190º, 375F, gas mark 5.
*Drain the blackberries, discard the rose water and mix the berries with the sugar and corn starch until well combined.
*Pour the blackberries onto a baking dish and then make the crumble to top them.
*In a bowl put the flour, ground almond, sugar, butter and salt. Crumble these ingredients with your fingertips until they´ve incorporated all the butter and resemble big crumbs.
*Top the berries with the crumble and sprinkle with some golden sugar.
*Bake for 35 minutes until golden and bubbly. If it starts to gain color to fast cover with foil.
*Remove from the oven, let it cool a bit and serve with some creme fraiche.






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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Muhammara e Brooklyn - Nova Iorque # Muhammara and Brooklyn - New York





No início de Março voei rumo a Nova Iorque, para lá viver e trabalhar durante dez dias, mais concretamente em Park Slope - Brooklyn.

Devo dizer-vos que é difícil decidir por onde começar.  Ainda hoje e depois de ter regressado a casa há já algum tempo ainda continuo a processar informação. A tentar compactar e arquivar com segurança tudo o que vi, senti e experimentei...

Na saída do Aeroporto JFK estava um monovolume com um cartaz na janela com um nome familiar: "Mónica Pinto", em letras garrafais. Por momentos pensei estar, qual penetra,  dentro de um qualquer filme americano, mas não, aquela era a minha boleia e ao volante estava a Mussy, a assistente da minha cliente, para me levar a conhecer o estúdio, um armazém dividido em dois espaços distintos que iriamos usar alternadamente para as sessões fotográficas.

A minha rotina em Brooklyn começou cedo, no dia seguinte e continuou pelos nove dias seguintes. Caminhada descendo Park slope, por entre casas lindas, centenárias, até à quarta avenida e continuando até ao estúdio. Paragem diária no Brownstone Bagels and Bread para um expresso ou macchiato acompanhado de um muffin de mirtilos ou de chocolate ou um bagel simples. Muitas vezes pedia apenas um expresso para levar e acabei por perceber que o meu copinho de expresso na mão deixava as pessoas curiosas. As ruas de Brooklyn estão mais que habituadas a ver passar copos grandes de café nas mãos dos seus transeuntes mas aquele copinho era o mesmo que andar com um letreiro a dizer: "Sim, eu sou europeia!" E isso para os americanos, vim a descobrir entretanto, é algo de exótico.

Depois de fotografar, fazia a caminhada de regresso ao meu apartamento, passando pelo Green Ivy para as compras do dia. Park Slope tem uma infinidade de mercearias e super mercados mas mesmo as mais pequenas como o Green Ivy têm uma grande variedade de produtos e quase tudo organico,  até a água era organica! O que me lembra a minha passagem, logo no final do primeiro dia, pela Wholefoods. O paraíso dos ingredientes e da comida já preparada, com a sua estufa de vegetais instalada em toda a extensão do telhado do edifício. Uma vista e tanto!

Apesar desta ter sido uma viagem de trabalho e não de turismo, sempre que possível aproveitei para explorar as redondezas, e no meu único dia de folga  fui até ao Greensmarket na Grand Army Plaza, mesmo na entrada do lindo Prospect Park. Um pequeno mercado ao ar livre onde se vendem todo o tipo de produtos frescos, assim como tartes e outras delicias caseiras. Entretanto fui descobrindo mais sobre a 5ª e a 7ª avenidas, as mais interessantes de Park Slope, com inúmeros cafés, pastelarias, restaurantes e lojinhas irresistíveis. Comecei a sair bem cedo de manhã, antes de ir para o estúdio, para fotografar e descobrir novos recantos e ficar encantada com as diabruras dos esquilos que por lá são o equivalente aos nossos gatos, estão por todo o lado. Descobri que o Starbucks ficava a uns escasssos metros do apartamento e mais do que pelo café, ía lá pelos croissants de amêndoa que são ótimos. E claro, passei pela Barnes and Noble para ver os livros, especialmente os de comida.

Dos sítios que fui conhecendo ficaram-me a Bakery Cousin John´s com umas panquecas e umas mega bolachas fantásticas e uma decoração a fazer lembrar os bistros franceses. O café Le pain quotidien com um ambiente muito acolhedor e uma variedade de pães, pastéis e refeições leves tentadora. E o café Kos Kaffe, o meu favorito, sempre cheio, de clientes e de portáteis, e foi por isso que no meu último dia em Brooklyn voltei lá bem cedo, para tomar o meu último pequeno almoço por terras do tio Sam e fotografá-lo tranquilamente. Lá bebe-se um latte intenso e cremoso e a frittata levemente picante e as panquecas de trigo sarraceno são uma delícia!

Há muito mais que vos podia contar mas este texto já vai longo, por isso há que seguir em frente e dedicar espaço à receita de hoje.

Muhammara. Um dip com uma base de pimentos assados, nozes e melaço de romã, originário da Syria. Deixem-me contextualizar:
O Médio Oriente foi a minha maior experiência de comida em Brooklyn. O livro que fotografei é um tratado sobre pães exóticos e outras receitas derivadas dos mesmos com destaque para o challah, um pão judaico, macio, rico e leve que pode ser doce ou salgado. Nas sessões fotográficas usamos uma infinidade de ingredientes e dips do Médio Oriente e uma variedade de pães fantástica, com origens na Pérsia, Turquia e Marrocos. O exoticismo e o misticismo estiveram sempre presentes e eu, tal qual uma pele permeável, absorvi cada momento, cada aroma, cada sabor. Cheguei  a Portugal depois de cruzar o atlântico ainda com o perfume das especiarias entranhado em cada poro e a promessa de uma nova postagem em que o novo e o velho mundo se entrelaçariam sem tabus.



In English
In the beginning of March I flew to New York, to work and live there for ten days, more specifically in Park Slope - Brooklyn.

I must tell you that it´s hard to decide where to start. Today and after returning home for quite some time I´m still processing information. Trying to compress and store safely everything I saw, felt and experienced.

At the exit of JFK´s airport was a van with a placard in the window with a familiar name: "Mónica Pinto" in bold letters. For a moment I thought I was inside of any american movie, but no, that was my ride and driving was Mussy, my client´s assistant, to take me to see the studio, a warehouse divided into two spaces that we would use alternately for the photo shoot.

My routine in Brooklyn started early the next day and continued for the next nine days ahead. Walk down Park Slope amid centuries old, beautiful houses to 4th Ave and continuing through to the studio. Daily stop at Brownstone Bagels and Bread for an espresso or macchiato with a blueberry or chocolate muffin or a simple bagel. Often I asked only for an espresso to go and I ended up realizing that my little cup of espresso in my hand made people curious. Brooklyn streets are more than used to seeing pass by big cups of coffee in the hands of the passers-by but that tiny cup was the same as walking with a placard saying: "Yes! I´m European!" and that for americans, I was told, is a bit exotic.

After shooting I would walk back to my cozy apartment, passing by the Green Ivy for the daily shopping. Park Slope has a multitude of grocery stores and super markets and even smaller ones like the Green Ivy have a wide variety of products, and almost all organic, even the water was organic! Which reminds me of my passing, at the end of the first day, by Wholefoods . A paradise of ingredients and already prepared foods, with it´s organic vegetables greenhouse installed throughout the building roof extension. It was quite a view!

Although this was a business trip and not a tourism one, whenever possible I took the opportunity to explore the surroundings and on my only day off I went to the Greensmarket in Grand Army Plaza, right at the entrance of Prospect Park. A small outdoor market where they sell all kinds of fresh and baked goods. In the meantime I discovered more about 5th and 7th Ave, the most interesting of Park Slope. I started to get out early in the morning, before going  to the studio, to shoot and discover new places and be delighted with the antics of the squirrels that there are the equivalent of our cats, they are everywhere! I found that Starbucks was a mere metters away from my apartment and more than the coffee I went there for the almond croissants that are great. I also went to Barnes and Noble to see the books, specially the food ones.

Of the places I came to know, I love Cousin John´s Bakery with fantastic pancakes and mega cookies and a decoration that reminded me of french bistros. Coffe shop Le Pain Quotidien with a very cozy atmosphere and a great variety of breads, pastries and light meals. And Kos Kaffe, my favorite, always full of customers and laptops and that´s why I went there early in the morning on my last day in Brooklyn for my last breakfast and to shoot it quietly. There you can have an intense and creamy latte and the slightly spicy frittata and the buckwheat pancakes are delicious!

That´s so much more that I would like to let you about this adventure but this text is already too long so it´s necessary to move on and devote some space to today´s recipe.

Muhammara. A dip with a base of roasted red peppers, walnuts and pomegranate molasses originating in Syria.
Let me contextualize:
The Middle East was my biggest food experience in Brooklyn. The book that I photographed is a tratise about exotic breads and other recipes derived from them, especially challah, a jewish, soft, rich and light bread that can be sweet or salty. In the photo shoot we used a multitude of  ingredients and dips from the Middle East and a variety of fantastic breads with origins in Persia, Turkey and Morocco. The exoticism and misticism were always present and I, like a permeable skin, absorved every moment, every smell, every taste. I arrived in Portugal after crossing the Atlantic still with the aroma of spices embedded in every pore of mine and the promisse of a new post where the new and the old world would mingle, without taboos.




































Ingredientes: Faz cerca de 400 g de pasta
200 g de pimentos vermelhos assados
140 g de pão ralado
70 g de nozes
4 dentes de alho ralados
2 colheres de chá de melaço de romã ou na falta deste 1 colher de sopa de sumo de romã
1 colher de chá de cominhos
1/2 colher de chá de flocos de chili
150 ml de azeite de boa qualidade
Pitada de sal

Preparação:
*Junte todos os ingredientes num liquidificador e triture até obter uma pasta macia, alaranjada e muito aromática.
*É servida como dip e é ótima com pão fresco ou torrado mas se quiser ir mais além use-a como molho para massas ou carne grelhada. Uma delícia!
*Dura até um mês guardada no frio, numa caixa bem fechada.




Ingredients: makes about 400 g of paste
200 g roasted red peppers
140 g fine bread crumbs
70 g walnuts
4 garlic cloves, minced
2 tsps of  pomegranate molasses or, in case you can´t find it, 1 tbsp pomegrante juice
1 tsp cumin
1/2 tsp chili flakes
150 ml good olive oil
Pinch of salt

Preparation:
*Put all the ingredients inside a blender and blitz until you have a smooth,  orange and fragrant paste.
*Usually it´s served as a dip and it´s great with fresh or toasted bread but if you want to go even further use it as a sauce for pasta and grilled meat. It´s delicious!
*Lasts up to a month kept in a plastic container inside the fridge.





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terça-feira, 1 de março de 2016

8 anos de Pratos e Travessas, Nova Iorque e um bolo de chocolate simples e húmido # 8 years of Pratos e Travessas, New York and a moist and simple chocolate cake





Quando o "trabalho" é uma palavra ilusória que na verdade esconde o que se gosta de fazer com paixão, o caminho a percorrer desdobra-se em cenários por vezes surpreendentes. O meu caminho como fotógrafa e Food Stylist tem sido muito assim. Uma porta aberta para novas conquistas. Um desenrolar de desafios dos que fazem disparar a adrenalina e deixam um friozinho no estômago, que só se diluem assim que as imagens começam a tomar forma.

Na próxima semana por esta altura já estarei em Nova Iorque. Durante dez dias Brooklyn será a minha casa longe de casa, onde vou fotografar um livro de cozinha para uma cliente. Estou super entusiasmada mas só para equilibrar as contas, parece que o tal do friozinho no estômago também está! Nada de novo. Afinal de contas deste lado do ecrãn está uma piquena de carne e osso. Humana até nas pequenas fraquezas :)

Quando regressar trago a bagagem cheia de experiências e de fotos que a seu tempo irei partilhar numa postagem made in USA. Mas por agora tudo o que me resta dizer é: Tio Sam, aqui vou eu!

Entretanto no passado dia 25 de Fevereiro este blogue mais conhecido como Pratos e Travessas completou 8 Primaveras... e também Verões, Outonos e Invernos. O pacote completo que é para que ninguém se sinta excluído.
Acho que ainda vamos a tempo de celebrar, ou não? Nem que seja com um bolo simples e húmido de chocolate, daqueles melosos, decadentes, em que cada um pode meter a sua colher alegremente, sem cerimónias mas com muito apetite, coisa que por aqui não falta e espero que por aí também não!


P.S. - Se quiserem ser os primeiros a saber se eu me perdi em Nova Iorque (salvo seja!) sigam-me no Instagram para verem o que por lá vai :)
Já agora e sem querer abusar da vossa boa vontade, se tiverem sugestões a fazer, lojas catitas, e sítios giros para comer e beber, digam coisas. Eu estou à espera das vossas sugestões!

Obrigada e até breve!



In English

When "work" is an elusive word that actually hides what you like to do with passion, the way to go unfolds in scenarios sometimes surprising. My path as a photographer and Food stylist has been much like so. An open door to new achievements. An unwinding of challenges that shoots adrenaline throughout the roof and leave a chill in the stomach, that only dilutes once the images begin to take shape.

Next week, by Thursday I will already be in New York. For ten days Brooklyn will be my home away from home, where I will shoot a cookbook for a client. I´m super excited but only to balance things up a bit, it seems that the chill in my stomach also is! Nothing new! After all there´s a flesh and blood  woman on this side of the screen. Human even in the small weaknesses :)

When I return I will bring my baggage filled with experiences and photos that I will share with you in due time, in a post made in USA. But for now, all I have to say is: Uncle Sam, here I come!

In the meanwhile, last 25th February this blog, also known as Pratos e Travessas completed 8 Springs... and also Summers, Autumns and Winters. The full package, so that no one should feel excluded. I think we are still in time to celebrate, don´t you think? Even if with a simple, moist chocolate cake, a gooey, decadent one, in which one can put one´s spoon happily, unceremoniously  but with much appetite, something we have no lack of around here, and I hope that out there you don´t have either.

P.S. If you want to know if I got lost in New York (just kidding!) follow me on Instagram and see what´s going on out there.
By the way, if you have any tips or suggestions about lovely shops and cool places to eat or drink, say something. I´ll be waiting to hear from you!

Thank you and see you soon!





 Ingredientes:
180 g de açúcar
150 g de farinha
150 g de chocolate em barra (se puderem, usem chocolate com 70% de cacau ou mais)
100 g de manteiga sem sal
2 ovos
2 claras
Pitada de sal

Preparação:
*Pré-aqueça o forno a 220º, marca 7 do fogão a gás.
*Unte uma sertã que possa ir ao forno com manteiga e reserve.
*Derreta a manteiga com o chocolate em banho Maria (sem deixar tocar na água fervente) e assim que tudo estiver praticamente derretido, mexa até ficar com um creme de chocolate brilhante.
*Tire do banho Maria, deixe arrefecer até amornar e junte os ovos batidos com as claras, misturando bem.
*A seguir junte o açúcar e depois envolva a farinha peneirada.
*Verta a mistura de chocolate na sertã ou caçarola e leve ao forno por 12 a 15 minutos, dependendo dos fornos.
*O bolo estará pronto quando estiver cozido nas beiras e ainda mole no centro.
*Sirva ainda quente com natas batidas bem frias ou gelado de baunilha.



Ingredients:
180 g caster sugar
150 g flour
150 g chocolate ( if you can use one with  70% cocoa or more)
100 g unsalted butter
2 eggs
2 egg whites
Pinch of salt

Preparation:
*Preheat the oven to 220º,    gas mark 8.
*Butter a frying pan and keep it away for later.
*Melt the butter with the chocolate on top of a saucepan with boiling water. Don´t let the butter/chocolate mix touch the water. Once it´s melted stir to combine until smooth and shiny.
*Remove from the stove and let it cool until warm and then stir in the eggs beaten with the whites.
*Stir in the sugar until dissolved and fold in the sifted flour.
*Pour the mixture into the pan and bake for 12 to 15 minutes.
*The cake will be ready when it´s firm on the edges but still soft in the middle.
*Serve hot with cold whipped cream or vanilla ice cream.
  
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